Justiça Federal em Alagoas lança vídeo sobre sua história

 

 

 

 

Dia 16/10/2015

 

 

     Dentro das comemorações dos 125 anos de criação da Justiça Federal no Brasil, que nasceu junto com a República, o diretor do Foro da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), Frederico Wildson da Silva Dantas lançou, nesta sexta-feira (16/10), no Complexo Cultural do Teatro Deodoro, um vídeo sobre a segunda fase da JFAL, quando foi reinstalada, após ser extinta por 30 anos. O trabalho busca contar um pouco dessa história, a partir da visão daqueles que fazem e fizeram parte dela.

 

     Numa série de entrevistas que inauguram a primeira etapa de um trabalho de resgate da história oral da Justiça Federal em Alagoas, há relatos históricos do ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), alagoano Pedro da Rocha Acioli; dos desembargadores federais Francisco Wildo Lacerda Dantas e Paulo Roberto de Oliveira Lima; do médico Arnoldo Gomes de Barros, filho do fundador da Justiça Federal em Alagoas quando de sua recriação, Carlos Gomes de Barros, além dos servidores aposentados Leonita de Melo Rêgo, primeira diretora-administrativa da casa e Jair Narciso Tavares.

    

     Em 30 minutos de documentário, eles trazem detalhes de um trabalho que recomeçou em 1967 e foi se desenvolvendo com pessoas que se confessam apaixonadas pela missão de proporcionar todos os meios para que a justiça seja feita em seu sentido mais amplo. “Sem a Justiça e sem a Justiça Federal não existe nada”, fala o ministro Pedro Acioli, que aos 90 anos, é um dos principais personagens do vídeo. O desembargador federal Francisco Wildo ressalta a imprescindível característica que um magistrado precisa ter: a capacidade sensorial ao decidir sobre a vida das outras pessoas, porque “a palavra sentença vem de sentire, o juiz tem que sentir”, afirma ao falar sobre o sentimento, a consciência do julgador ao proferir sua sentença.

 

     A segunda fase do vídeo está sendo preparada com outros personagens da história mais recente. Segundo o juiz federal diretor do Foro da JFAL, Frederico Dantas, para que a memória seja preservada, é preciso conservar fotos, documentos, objetos e garantir o registro da história por quem a vivenciou, pois erros e acertos do passado ajudam a entender o presente e a planejar ações futuras.     

  

     “É necessário ouvir estes personagens, pois a história institucional é uma construção que traz as marcas dos sujeitos que a integram. Tanto magistrados e servidores que passaram pela Justiça Federal em Alagoas, como os que continuam atuando, ajudam a construir essa memória tão importante para orientar ações do presente e do futuro”, afirma o diretor do Foro Frederico Dantas. O vídeo foi coordenado pelo juiz federal Antônio José de Carvalho Araújo, com pesquisa e entrevistas da supervisora de Comunicação da JFAL, Ana Márcia da Costa Barros e produção da Auge Produtora.

 

Comunicação JFAL  

 

Fotos: Beron Nunes