Notícias

Alistamento eleitoral tem início com ações de cidadania e política

17.02.2014

 

              A participação da juventude em atos públicos e protestos no cenário 

nacional mobilizou a justiça  eleitoral  a  realizar  uma campanha de educação 

sobre o papel e as consequências  do voto.  Para o desembargador  eleitoral

Luciano Guimarães, a justiça vem tentando suprir uma carência do Estado na

área da educação pública que “evita tratar do assunto”.

             O alistamento eleitoral e a obrigatoriedade do voto entre os jovens de

16 a 18 anos é facultativo. De acordo com o magistrado, é importante

possibilitar   que   os  jovens   tenham  consciência    que    vêm   participando  

ativamente   das   mudança   do  país.

            Segundo ele, a juventude ainda atua de forma inconsequente, sem uma clareza política de suas ações e das consequências resultantes dos atos que levaram e levam milhares de pessoas às ruas. "Eles se organizam pelas redes sociais e têm voz ativa, mas casos com a morte do cinegrafista da Bandeirantes mostra o seu despeparo", explicou. Para isso, segundo Guimarães, em todo o país os tribunais eleitorais estão organizando a Semana Nacional de Alistamento Eleitoral, com palestras e emissão do título de eleitor. Noções de cidadania e conhecimento da Constituição Brasileira, além da estrutura política do país serão os assuntos a serem abordados. As atividades terão início nesta segunda-feira, 17, às 15h na Escola Estadual José da Silva Camerino, no Centro de Pesquisas Aplicadas (Cepa), e se estenderá até o próximo dia 21. Ainda nesta semana as atividades passarão pelas escolas Romeu de Avelar, no Tabuleiro do Martins, Moreira e Silva, no Cepa, e Sacramento, no Farol. “Estamos fazendo uma função do Estado que se esquiva da problemática. Uma vez que o jovem deveria aprender isso na sala de aula, por meio de disciplinas que possibilitasse crescer com esses conhecimentos e assim quando fossem para as ruas protestar, fossem convictos do cenário político. Pois tudo passa pela política, mas os gestores acham cômodo isso”, disparou o desembargador. O magistrado destacou ainda que não há divulgação de dados referentes à juventude nas escolas em todo o país, segundo ele, como uma alternativa de evitar que haja uma discussão em torno do problema pela justiça. “Mas, já que o Estado evita cumprir o seu papel, nós da justiça vamos tentar conscientizar aqueles que fazem as mudanças do país”, destacou. Os jovens terão a possibilidade de sair das palestras com o documento em mãos. Ainda de acordo com o magistrado, basta apenas levar um documento com foto e um comprovante de residência, ambos original e cópia. Para quem mora no interior, o magistrado recomenda procurar um cartório eleitoral para confeccionar o documento.

 

Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=190580

 

Desenbargador Eleitoral Luciano Guimarães